sexta-feira, 19 de abril de 2013

Encontro no Ceará enfoca raízes indígenas e negras da América Latina

Por , 19/04/2013 11:26


 

Agência da Boa Notícia – Com o tema “Las vozes de las raizes – Uma jornada de tecedura e nutrição”, a ONG Pachamama realizará o II Encontro de la Nación Pachamama e o X Inti Raymi (Festa do Sol), nos dias 7, 8 e 9 de junho deste ano, na Pousada Ocas do Índio, em Beberibe (CE). Os dois eventos  vão enfocar “as raízes indígenas e negras da América Latina  e suas contribuições para a preservação e cuidados com Pachamama, a Mãe Terra, e a expansão da consciência”, informam os organizadores. As inscrições já estão abertas.
Um dos convidados para o encontro é o sociólogo e professor africano  Malomalo Basilele. Ele fará palestra sobre “Ubuntu”, termo que  significa  “sou quem sou porque somos todos nós”. A expressão de origem africana está relacionada com “a noção de comunidade, solidariedade, gentileza, respeito, tolerância e pertencimento, de ser capaz de dar um passo a mais pelo bem dos outros. São sentimentos e comportamentos que correspondem a viver na Nação Pachamama.”
No encontro serão apresentadas também experiências das comunidades campesinas espirituais do Movimento Mística Andina, orientações de alimentação saudável e de vida mais conectada com os ritmos da Mãe Terra (Pachamama).  A Comissão Organizadora acrescenta que do programa contam expressões da  cultura indígena, danças, manifestações artísticas, “formando uma  tecedura nutritiva  que dá continuidade ao marco  de nascimento da Nação Pachamama, ocorrido no ano passado, na Pousada Ocas do Índio, reunindo representantes das tradições andinas (Peru e Bolívia) e  dos Himalayas (Índia).”
O X Inty Raymi (Festa do Sol) será no último dia do encontro (9). “Trata-se de evento inspirado na celebração do Sol feita pelos antigos incas, na época do solstício, no mês de junho, e que está sendo resgatada nos dias atuais em vários locais da América Latina.”
Informações sobre inscrições podem ser obtidas no blog nacionpachamama.blog.com  e pelo  e-mail nacionpachamama@yahoo.com.br.
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Compartilhada por Janete Melo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Temporada de caça aos quilombos

Por , 15/04/2013 16:50
Márcio Santilli*, do ISA


A Constituição de 1988 atribuiu ao poder público a obrigação de titular as terras ocupadas por comunidades remanescentes de quilombos. Essa determinação pretendeu resgatar a dívida histórica do país com os afrodescendentes que se refugiaram em comunidades fugidas da escravidão ou formadas após a abolição pelos que não foram absorvidos pelo regime assalariado. Elas fixaram-se ou permaneceram em locais mais ou menos remotos, quase invisíveis, e resgataram ou reconstruíram sistemas de subsistência e de compreensão do mundo que se traduzem em inúmeros conhecimentos tradicionais, manifestações culturais, na nossa música e culinária, na nossa cara.
Após quase 25 anos da promulgação da Constituição, só 207 comunidades têm títulos, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) — não há dados consolidados sobre títulos concedidos só por órgãos estaduais. A lista oficial de comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, porém, chega a 3 mil. É fácil constatar a letargia do Estado — em particular, do Incra, responsável por regularizar essas áreas na esfera federal — em pagar a parte mínima que lhe coube dessa monumental dívida histórica.
A taxa de titulação de quilombos pela União caiu drasticamente no mandato de Dilma Rousseff: só 632 hectares titulados até agora. A administração Lula titulou 21,4 mil hectares, entre 2003 e 2007, e 38,2 mil hectares, entre 2008 e 2010. Fernando Henrique Cardoso titulou 415,2 mil, em oito anos.
O argumento do governo atual de que é preciso concluir a regularização fundiária das terras já tituladas, antes de titular novas áreas, não se sustenta, diante da situação de risco social e físico em que vivem os quilombolas. É preciso avançar nas duas frentes.
O louvável reconhecimento oficial, desacompanhado da titulação, retira os quilombos da sua invisibilidade histórica para transformá-los em sujeitos de direitos a serem reconhecidos. A lentidão nos processos de titulação, no entanto, expõe essas populações, agudizando conflitos e ameaçando a vida dos quilombolas: cresce o número de casos de assassinatos, invasões, despejos.
Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2012, dois quilombolas foram assassinados no Brasil. Em 2011, três foram mortos, três sofreram tentativa de homicídio e 77 foram ameaçados de morte. Em 2010, foram registradas 71 comunidades em conflito, abrangendo 6,9 mil famílias; já em 2011, foram registradas 100 comunidades em conflito, envolvendo 7,6 mil famílias.
Não faltam casos grotescos, de norte a sul, envolvendo interesses econômicos e políticos diversos e, não raro, agentes públicos federais em agressões aos direitos dos quilombolas.
Em Alcântara (MA), parte das 3,3 mil famílias quilombolas, cuja ocupação remonta ao século 18, corre risco de remoção por causa da ampliação da base de lançamento de foguetes da Aeronáutica.
O Quilombo da Pedra do Sal, na zona portuária do Rio de Janeiro (RJ), é constituído por 25 famílias descendentes de escravos trazidos para ali há mais de 200 anos. Tombado em 1987, é um dos principais redutos da história do candomblé, do samba e do carnaval carioca. Apesar disso, a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, da Igreja Católica, insiste em retirar os moradores. A região é alvo de projeto de “revitalização” (e da consequente especulação imobiliária) que integra as obras da Copa (2014) e da Olimpíada (2016).
Em Belo Horizonte (MG), 35 famílias formam o Quilombo de Mangueiras, descendentes de escravos que se fixaram, no século 19, em local situado, hoje, a 6,5km do Centro Administrativo de Minas Gerais. Ocupação desordenada e empresas envolvidas nas obras da Copa ameaçam a comunidade, cujas terras têm hoje apenas 20 hectares (1/12 do território original) e estão em estágio avançado de titulação.
Já no Vale do Ribeira (SP-PR), dezenas de comunidades estão ameaçadas por projetos hidrelétricos, um deles da Companhia Brasileira de Alumínio, da Votorantim. Eles podem provocar enchentes que ameaçam até a igreja do Quilombo de Ivaporunduva, de 300 anos.
O governo deveria ter vergonha de abdicar de sua obrigação de tutelar os direitos das minorias. No caso dos quilombos, deveria exercer sua autoridade para impedir que se instale no país uma verdadeira temporada de caça aos que simbolizam elemento essencial da identidade nacional.
*Coordenador de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), é formado em filosofia, foi deputado federal pelo PMDB-SP (1983-1986) e presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Incra autoriza início de relatórios para comunidades quilombolas de MG

Por , 15/04/2013 17:41

Técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Minas Gerais (Incra/MG) visitarão ainda essa semana três comunidades quilombolas de Paracatu-MG para o início da confecção dos Relatórios Antropológicos, requisito para regularização fundiária de povos tradicionais.
O órgão, que contratou empresas para a elaboração de relatórios para 19 comunidades, já havia iniciado os trabalhos em pelo menos 16, entre o final de 2012 e o início deste ano. Os investimentos somam R$1,2 milhão.
Antes do relatório antropológico, as empresas apresentam ao Instituto um projeto de pesquisa e um relatório parcial. As comunidades quilombolas de Cercado, Inocêncio Pereira de Oliveira e Pontal são as últimas três a receberem as visitas.
O relatório antropológico é uma das peças que compõem o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). Após elaborado, o RTID é publicado no Diário Oficial da União e permite o início dos trabalhos de desapropriação, mediante indenização, de eventuais áreas ocupadas por particulares que coincidam com as áreas definidas como quilombolas.
Há, atualmente 171 processos abertos no Incra/MG que visam a regularização de comunidades quilombolas no estado. Em todo o Brasil, há 1.227 processos com o mesmo intuito. A titulação das áreas é feita de forma coletiva e inalienável. Desde 1995, 207 comunidades foram regularizadas em todo o país pelo Incra, Fundação Cultural Palmares (FCP) e instituições de terra estaduais.

sábado, 13 de abril de 2013

Nossa identidade


A hora da verdade: terça, 16, às 18:30, Joaquim Barbosa receberá no STF 18 senadores ruralistas para discutir, em síntese, a AGU 303


Por , 12/04/2013 18:52
 



Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental


A fonte é o MidiamaxNews, jornal eletrônico de Mato Grosso do Sul. Essa informação é fundamental para entendermos a partir de qual mirante a notícia é olhada, escrita e postada. E o que ela nos diz é que esta tarde o Presidente do STF, Joaquim Barbosa, marcou um encontro muito especial para o início da noite de terça-feira, dia 16 de abril.
Com quem? Nada menos de 18 senadores ruralistas, de  Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O lobby do agronegócio e o pesadelo dos povos indígenas. Qual o tema? “Os embargos declaratórios que suspenderam o acordão publicado em 2010 depois da criação da Reserva Raposa Serra do Sol”. Traduzindo para português claro: a vergonhosa AGU 303.
Os ruralistas afirmam que o “resultado da reunião será histórico” e que vão encontrar “a luz no final do túnel”! Para o Ministro Joaquim Barbosa, será a hora da verdade! De sua atitude perante o lobby estarão dependendo, sem nenhum exagero, a maioria absoluta dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais do Brasil.
Quanto a nós, sociedade civil, movimentos sociais, entidades de apoio e povos tradicionais que apostamos na dignidade de Joaquim Barbosa, só nos resta torcer. E ver como o Presidente do Supremo se sai…
Abaixo, a notícia publicada no Midiamax:
“O Senador Ruben Figueiró recebeu na tarde desta sexta-feira (12/04) a confirmação de que o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, atenderá em seu gabinete, às 18 horas e 30 min, um grupo de senadores para discutir a questão dos embargos declaratórios que suspenderam o acordão publicado em 2010 depois da criação da Reserva Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima.
Essa decisão será fundamental, pois será a partir dela que se poderá nortear a resolução dos conflitos em torno das demarcações das terras indígenas em todo o País.
Participarão do encontro com o presidente do STF 18 senadores, representando as bancadas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O senador Ruben Figueiró afirmou que o resultado dessa reunião será histórico, visto que será um passo importante para a resolução de conflitos que vem atravessando décadas sem perspectiva de solução. “Estou otimista, poderemos encontrar finalmente a luz no fim do túnel”, disse ele”.

SEPPIR realiza Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo em Salvador, 19 de abril

Por , 12/04/2013 15:33

A filósofa Marilena Chauí será a palestrante da primeira mesa do Seminário
SEPPIR – Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail: eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link www.aids.gov..br/mediacenter e terá como palestrantes a filósofa Marilena Chauí e a deputada federal Luiza Erundina. A ministra Luiza Bairros participa da abertura
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) realiza o Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo, no dia 19 de abril, de 9h às 18h, no Auditório Anfiteatro da Faculdade de Medicina da Bahia, na Praça XV de Novembro, Largo do Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, Bahia.
O debate é parte da programação preparatória da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), prevista para acontecer de 5 a 7 de novembro deste ano, em Brasília, tendo como tema Democracia e Desenvolvimento sem racismo: por um Brasil Afirmativo.
Participam da abertura o governador do estado, Jaques Wagner, a ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Mário Alberto Hirs, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto e a representante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Valdecir Nascimento.
Na programação do evento estão previstas duas mesas redondas para discutir o tema Representação Política e Enfrentamento ao Racismo. A primeira acontece às 10h e tem como palestrante Marilena Chauí, professora doutora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Os debatedores são o deputado federal Luiz Alberto (BA) e a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE-BA), Olívia Santana.

Às 14h30, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), aborda o assunto tendo como debatedores a deputada estadual, Conceição Vieira, de Sergipe, e o vereador de Salvador, Sílvio Humberto. A moderação dos trabalhos será feita pelo assessor especial da ministra Luiza Bairros, Edson Cardoso Lopes.
Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail:  eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link www.aids.gov..br/mediacenter.
SEMINÁRIOS TEMÁTICOS
O seminário da Bahia é o segundo de uma série de discussões que acontece em todo o Brasil, com o objetivo de promover a reflexão e o diálogo sobre a promoção da igualdade racial no país. O primeiro aconteceu em Brasília, com o tema Desenvolvimento, Inclusão e Enfrentamento ao Racismo.
A ação faz parte das comemorações de dez anos de criação da SEPPIR e dos eventos preparatórios para a realização da III Conferência Nacional da Igualdade Racial (Conapir), prevista para acontecer em novembro, em Brasília.
Agenda – Até maio, serão realizados mais quatro seminários.  No dia 26 é a vez de Recife-PE tratar sobre Trabalho e Desenvolvimento: Capacitação Técnica, Emprego e População Negra.  No dia 07 de maio, o evento acontece em São Paulo-SP, para discutir Desenvolvimento e Mulher Negra. No dia 17 de maio, o seminário acontece em Belém-PA, para tratar sobre Territórios Tradicionais Negros: Desenvolvimento e Enfrentamento ao Racismo. Com o tema Oportunidades para a Juventude Negra, Porto Alegre-RS, sedia o último seminário, no dia 24 de maio.

Quilombolas são recebidos pelo Presidente da Fundação Banco do Brasil

QUILOMBOLAS NA FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

A Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas CONAQConaq Quilombos Do Brasil II estiveram nesta quarta-feira, dia 10, numa audiência com o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit. O presidente sinalizou a possibilidade de apoiar vários projetos da entidade, entre eles, mapear as tecnologias sociais hoje reaplicada hoje pela Fundação nos territórios quilombolas e ampliar o atendimento das comunidades, agora com a participação da CONAQ, que muita vezes é a última saber das ações desenvolvidas nos territórios. Apoiar também a realização do Encontro- Feira Nacional dos Quilombolas em Brasília, para divulgar e fortalecer o movimento. Sinalizou também de junto com a entidade a preparar um programa para marcar a Década dos Povos Afrodescedentes 2013 a 2023, a ser instituído pela ONU, a apoiar a instalação do escritório nacional da CONAQ e a iniciar o dialogo para construir no Quilombo Mesquita (Cidade Ocidental/GO) a Escola Nacional dos Quilombolas, um espaço para preservar e formar as lideranças das comunidades quilombolas. Foi o inicio de um dialogo para futuras parcerias a CONAQ estará divulgando entre suas comunidades o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, que esse ano irá premiar as tecnologias sociais desenvolvidas em comunidades tradicio
nais.
 
Fonte: Coordenação Nacional da CONAQ

quinta-feira, 11 de abril de 2013

SP - Vida dos escravos remanescentes vai virar exposição em Criciúma


Engeplus
 
10/4/2013 A comunidade de escravos remanescentes Quilombola São Roque, criada em 1824 por escravos fugidos do Rio Grande do Sul, localizada em Praia Grande, recebeu a visita da equipe da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Criciúma (Copirc). A vida da comunidade, que hoje abriga 22 famílias descendentes de escravos, servirá de base para uma exposição sobre a história do negro que está em fase de produção. A meta da Copirc é levar essa exposição às escolas e espaços públicos, afirmou a coordenadora, Geórgia dos Passos Hilário.

As famílias que residem no local aguardam a titulação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para trabalhar na área onde está fixada. O Ministério do Meio Ambiente ainda não liberou as terras demarcadas – sete quilômetros - e por isso os moradores não podem cultivar os produtos aos quais eram acostumados. 

De acordo com a moradora e presidente da associação Quilombola de São Roque, Maria Rita dos Santos, 54 anos, seus bisavós e avós eram escravos, sendo que os mesmo vieram nos grupos que fugiram do Rio Grande do Sul. “Meu avô já nasceu na Lei do Ventre Livre, onde o filho era criado até os oito anos de idade e depois tinha que se virar no mundo”.

As crianças da comunidade frequentam a Escola Municipal Isolada Pedra Branca. A responsável pelo local é a professora Adriana Pinto Gonçalves, que trabalha sozinha desde a educação infantil até o 5° ano do Ensino Fundamental. “Procuro trabalhar dentro da Lei Federal. É muito importante que todos os meninos e meninas da comunidade saibam se respeitar e mostro que não há diferença entre eles. Nossas atividades aqui iniciam às 11 horas e se estendem até as 18 horas. Aceitei trabalhar com os alunos durante este horário, pois é a única hora que eles podem vir”.

Com informações de Milena dos Santos /Decom

 
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Representantes da Setas visitam Furnas de Boa Sorte

 
10/4/2013 A comunidade quilombola de Furnas de Boa Sorte, compreendida na região do município de Corguinho, distante 120 quilômetros da Capital, recebeu na última sexta-feira (5) a visita da secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, Tania Mara Garib, com demais representantes do governo do Estado.

Com o intuito de verificar a realidade da comunidade in loco, Tania Garib esteve acompanhada da coordenadora de Proteção Social Básica, Marcia Teresinha Ratti, da gestora de ação social da unidade de Prevenção e Combate à Discriminação, Lecir Marques Machado, e da coordenadora de Trabalho e Renda da Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), Larissa Orro. Também estiverem presentes a coordenadora Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul, Raimunda Luzia de Brito, representante da Agraer, e do Instituto Casa da Cultura Afro-Brasileira (Iccab), e também técnicos da prefeitura municipal de Corguinho.

A secretária Tania Garib conversou com as famílias da comunidade, e também ouviu suas sugestões para implantação de melhorias em Furnas de Boa Sorte. Visando a um desenvolvimento social e econômico, a secretária da Setas explanou aos moradores possibilidades para a região através da produção de, por exemplo, artesanatos, novas formas de aproveitamento da terra e fomento das riquezas naturais à disposição, resultando assim na ampliação da geração de renda. “Vocês aqui têm uma grande oportunidade de desenvolvimento e estamos aqui para isso, para ajudar vocês, para pensarmos em conjunto nas formas que o governo do Estado possa colaborar para que a região progrida ainda mais”, afirmou.

Tania Garib ainda enalteceu a força da união no desenvolvimento dos projetos. “Sempre que vocês pensarem em conjunto, em prol de todos, vocês serão capazes de ir muito além. Mulheres, homens, jovens e adultos podem, cada um à sua maneira, colaborar para o desenvolvimento desta comunidade, desenvolvendo suas habilidades para o progresso de todos”. A secretária ainda colocou toda a equipe da Setas à disposição da comunidade, para sanar dúvidas e prestar apoio nas ações desenvolvidas.

Furnas de Boa Sorte

Localizada na região que compreende o município de Corguinho, Furnas de Boa Sorte é atualmente a junção de quatro comunidades remanescentes do quilombo, sendo elas São Sebastião, Carrapatinho, Caridade e Boa Sorte. Aproximadamente vivem hoje na região 50 famílias, sendo quase 400 pessoas, entre adultos e crianças, em uma área de mais de 1,4 mil hectares.

Organizada em forma de associação, presidida atualmente por Carlito Maciel, a comunidade conta com certa infraestrutura básica, como energia elétrica, poços artesianos que levam água encanada para as casas, e antenas que possibilitam a comunicação via celular e também conta com escola municipal até o 5º ano do ensino fundamental.

 
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TO - Defensoria Pública desenvolve projeto em comunidades quilombolas do Norte do Estado


Conexão Tocantins
 
9/4/2013
Vinte e nove comunidades quilombolas estão localizadas no Tocantins. De 10 a 12 de abril, comunidades do Norte do Estado serão visitadas por defensores públicos com o objetivo de realizar o levantamento das demandas dessas populações. As atividades fazem parte do Projeto Defensoria Quilombola, instaurado pela Portaria nº 87/2012 da Defensoria Pública, uma ação específica do Núcleo de Ações Coletivas e Núcleo da Defensoria Pública Agrária. 
Os representantes das comunidades serão ouvidos por defensores públicos e equipes técnicas da Defensoria, Governo do Estado e prefeituras, conforme o cronograma abaixo. As prefeituras de cada comunidade vão disponibilizar aos remanescentes, nos locais das reuniões, serviços de saúde como consultas, vacinação, dentistas, entre outros.
10 de abril
O município de Aragominas possui duas comunidades que serão atendidas no dia 10 de abril. Pela manhã, os quilombolas do Pé do Morro serão atendidos no Clube do Índio, e os do Projeto Baviera, no período da tarde, no Colégio Municipal da Baviera.
11 de abril
A comunidade Dona Juscelina, de Muricilândia, será reunida no Centro de Inclusão Digital. Já em Santa Fé do Araguaia, a Comunidade Cocalinho é esperada na Casa de Cultura. Essas populações terão atendimento dia 11 de abril.
12 de abril
Em Filadélfia, a reunião acontece na comunidade Grotão, no dia 12 de abril, na Escola Criança Alegre. (Ascom Defensoria Pública)
 
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